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APRESENTAÇÃO DO LIVRO 'Enric Miralles, 1972-2000' - Terça, 21 de fevereiro, às 19:30h

20 FEBRERO 2012 / FUNDAÇÃO

A arquitetura de Miralles tem um contexto inequívoco: medir a disciplina através do futuro. Por isso, não é de estranhar que a reflexão sobre o tempo seja o fio condutor do seu trabalho. Tempo implícito e provocador quando Blanchot anunciava que, na memória, se libertava do passado. Assim, quando um estudante lhe pede para explicar o que entende por tempo, Miralles responde: «[…] entendo que é o tempo físico obtido num determinado lugar… Quando se começa a trabalhar, a primeira pergunta a fazer é: qual é a natureza do momento em que se está a começar? Isto não implica continuidade com o passado. Se acreditarmos que o passado é um aspeto do futuro, ficaríamos surpreendidos com o que podemos fazer»

Esta presença do tempo na atividade do arquiteto, que Miralles desenvolve, tem um final previsível: «Um projeto não encerra diálogos: deixa sempre coisas inacabadas, porque é impossível resolvê-las e porque é melhor assim. O diálogo pode ser resumido no próximo projeto, recuperando finais perdidos, trabalhando com eles no tempo. A duração do projeto passa de um para o outro, com relações invisíveis e razões secretas que continuam a existir». Miralles quis representar este futuro nos seus projetos e anunciou-o sem ambiguidades: "No Parlamento de Edimburgo, estamos interessados em manter esta espécie de tremor".

Com um prefácio de Josep M. Rovira, este livro conta com as contribuições de Oriol Bohigas, Ramón Faura, Carolina B. García, Enric Granell, Peter Blundell Jones, Ricardo Lampreave, Rafael Moneo, Carmen Pinós, Antonio Pizza, Josep M. Rovira, Carles Serra, Paolo Sustersic e Benedetta Tagliabue

 

 

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