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Alberto Campo Baeza - Labor of Love na arquia/cinemateca

07 AGOSTO 2014 / FILMOTECA

Esta semana na arquia/cinemateca, recomendamos-lhe a nossa mais recente novidade - o documentário Labor of Love, realizado por Keith Reamer. Este filme mostra-nos a conceção e construção da Casa Olnick Spanu de Alberto Campo Baeza através de todos os seus participantes.

Ao invés de uma profunda calma após um dia de chuva e neblina, uma intensa luz reflete-se na quietude do reflexo das águas profundas do majestoso rio Hudson. Um lugar onde os entardeceres são de mil cores quando a água se divide em mil reflexos. Um lugar onde o ar é limpo, calmo e ameno. Um lugar que se pode dizer que está muito próximo do céu.

Neste impressionante lugar, decidimos realizar uma estrutura, uma plataforma que, sublinhando a paisagem que se apresenta diante de nós, tentará realçar a paisagem. Para tal, construímos uma grande caixa com 122 pés de comprimento por 54 pés de largura por 12 pés de altura. Com paredes de betão robustas que acentuam a sua relação com a terra. A tampa desta caixa é plana e de pedra, travertino, para construirmos sobre ela.

E, para nos protegermos do sol e da chuva, construímos sobre a estrutura de pedra uma cobertura leve de 100 pés de comprimento por 40 pés de largura e 9 pés de altura, sustentada por 10 pilares cilíndricos de aço organizados segundo uma grelha de 20x20 pés. Esta cobertura dispõe de 10 pés em todas as suas extremidades. E, para acondicionar este espaço, envidraçamo-lo com uma caixa de vidro de 94 pés de comprimento por 25 pés de largura. Esta caixa de vidro acolhe, no seu interior, os pilares de trás e deixa de fora os da frente, para acentuar mais a transparência.

Esta construção sobre a plataforma assemelha-se a uma grande mesa com 10 pernas. Nela, foram criadas três áreas divididas por duas caixas brancas no interior, que não chegam ao teto e que dispõem de escadas e serviços. O espaço central é a sala de estar e jantar com uma grande mesa branca. De um lado, mais perto da piscina situa-se a cozinha e, do outro lado, como uma área de meditação, a zona da lareira. E, dentro da caixa de betão, os quartos e as casas de banho. No átrio central, que liga a entrada principal e a saída direta para o jardim, foi criada uma Galeria onde são expostas, como noutras áreas da casa, peças de arte contemporânea italiana de Arte Povera.

Por fim, mais uma vez a cabana sobre a gruta. A peça tectónica sobre a pela estereotómica.

Consulte mais informações sobre a Casa Olnick Spanu no website de Alberto Campo Baeza.

Pode ver o filme aqui.

 

 

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