Rafael Aburto


Arquiteto

Não se trata, certamente, de uma exposição de arquitetura convencional. Trata-se, pelo contrário, de mostrar, sem prejulgamentos nem apriorismos, um legado arquitectónico surpreendente e distinto, nem melhor, nem pior, com o intuito de enriquecer o depósito da arquitetura moderna espanhola. A sua formulação historiográfica, hoje um pouco obsoleta, precisa de ser renovada com a inclusão de arquiteturas e arquitetos que, como Aburto, conquistaram a modernidade – a outra modernidade – com posições menos ortodoxas mas igualmente válidas.

Rafael Aburto era essencialmente uma incógnita: uma personagem lateral, insólita e excecional. No entanto, aproximar-se da sua trajetória implica descobrir um imponente caudal criativo que abarca todas as facetas da sua atividade, de difícil delimitação, da pintura à arquitetura, passando pelo seu trabalho teórico e crítico. Porque em Aburto, os traços da sua produção, seja ela qual for confundem-se com os da sua personalidade. Ele é um artista, um homem numa atitude de busca, insatisfeito e desconfortável com a conjuntura imediata. Por isso, a sua arquitetura não é fácil de classificar, debatendo-se entre os últimos resquícios de um academicismo mascarado e os ideais revisionistas da modernidade tardia.

A exposição é composta por 8 caixas que funcionam, ao mesmo tempo, como contentores para o transporte e suporte para a exibição do conteúdo. O contraste entre a dureza da embalagem exterior e o surpreendente e impetuoso mundo interior é também muito característico do modo de fazer de Aburto.


Inauguração
  • Centro de Enlace de Arquitectura de Pamplona: 24/05/2007
Itinerâncias
  • Centro de Enlace de Arquitectura de Pamplona: 24/05/2007 - 22/06/2007
  • COAVN San Sebastián: 05/07/2007 - 03/09/2007
  • COA Ciudad Real: 05/09/2007 - 07/10/2007
  • CTA Valencia: 15/10/2007 - 15/11/2007
  • COAVN Bilbao: 09/01/2008 - 29/02/2008
  • COA Huelva: 11/04/2008 - 02/05/2008
 

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